Meus Poemas

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Última atualização em Ter, 13 de Janeiro de 2015 01:43
 

POESIA

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Primeiro a palavra em estado normal, estática, imóvel, fria...
Depois significados diversos, sem significados...
Aquele algo que as vezes não sabemos explicar, mas sentimos,
Alguns nem sentem, sensibilidade adormecida ou morta,
Esconde-se detrás das palavras em mistérios e enigmas.
Homens tentam inventar sentimentos que não conseguem explicar
Tentam mostrar suas essências, sentimentos estranhos, dúbios,
Esses homens tentando encontrar a definição do amor,
Descobrir a razão das coisas, mas se prendem ao imaginário.
Imaginam um mundo novo, uma vida nova, assim criam imagens,
São campos, vales, mananciais, estrelas, lagos, rios e mares,
Sonhos, beijos, cabelos, olhos, olhar, sentimentos, prazeres,
Vida, estrada, trilha, canção, brisa, mulher, amor e flores...
Inventaram algo que não podemos definir, é pura essência
Algo imagístico, que retrata o belo, anseio, para alguns, seio...
O homem tenta, briga, brinca com as palavras, tenta dizer, falar, gritar;
E vai deixando rastros pela história.
A isso chamamos de poesia, essa busca interior,
Fazer com que o exterior seja esse eu-interior, repleto
Pois em cada ser há desejos, mar calmo e tempestades,
Há sangue, há olhares, vendavais, há nada e nada...
Luz e escuridão, quente e frio, vivo e morto, bem e mal,
Céu e inferno, eis a dúvida, eis o poeta buscando respostas,
Eis o poeta chorando e rindo, eis o poeta cantando,
Poesia não se explica, poesia se sente...
Publicado InformISEI - Jornal da Educação FAETEC Setembro de 2002

 

Brindando com poesia

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TROVAS
Se o vento levasse o amor
Poria os sonhos em prova
Mandaria o beija-flor
Declamar-te esta trova.


Um momento de invasão
Faz gerar a nova vida.
Dádiva da criação,
Quando o ser se engravida!


Um encontro de gametas
Se interando como poucos!
Uma viagem por planetas
Desenhando um mundo louco!


Um pequeno verso voa
Das notas de minhas canções.
Singelo e calmo povoa
De amores os violões.

 

O Poeta
Sou um poeta que semeia palavras
Planta sentidos e Colhe emoções
Minha flor é diferente
Porque é minha
Perfuma a alma
Enternece o espírito
Sou poeta carpinteiro
Crio portas para os sonhos
Janelas que dão para o infinito
Por elas entram e saem luz
Sou poeta da razão
Mas me perdi no belo
Há brandura e êxtase nos sentimentos
Vago em sensações e leve
Pairo em busca de mim
Encontro o poeta pensando...
Asas valentes percorrem os céus
E o poeta principia o canto
São sons em acordes e vozes cristais
Loucuras no espelho de mim
Olho o poeta...quem sou?...
Andarilho das palavras e das imagens
Sou verso inverso romã e amor
Poesia das sementes a fecundar o ser..
. Publicado no Jornal Tribuna do Noroeste - 06/11/2004

Brindando com poesia
Poesia é o momento. É o agora. É o ontem, o hoje, o amanhã.
Poesia é esse algo viandante, que percorre os sentimentos, viaja por todos os lugares, caminhos, ruas, estradas. Poesia é esse silêncio perfumado de música, somente os loucos entendem, é esse tocar de clarins, é o inexplicável, é aquilo que surpreende, comove. Poesia faz rir, chorar, emocionar, gritar, ter espasmos, faz viver. Poesia é vida!
A poesia já nasceu com Deus, se Ele não tem princípio, meio e fim, ela também não tem. A criação de Deus é poesia, a criatura, também. Ela está no tudo e no nada.. Ela está na luz, o poeta também tira-a das trevas. A poesia precede o poeta - única execeção: Deus, o Poeta e Esteta maior. Por essas razões devemos brindar, deixar tilintar as taças, sorver o licor poético, embriagar-se, inebriar-se em seu aroma.
Taça é somente taça, apenas recipiente, seve simplesmente para brindar. as o que está dentro dela é pura arte. Não que a taça não a seja, porém a bebida, esta sim, nos extasia. Há tantas maneiras de se embriagar e tantas bebidas... entretanto, a melhor embriaguez é a poética.
Brindemos então, com poesia, soltemos pelos ares nossos risos, nossas sensações e emoções, nossos sonhos, nossas imagens, nossos seres! Brindemos a vida, bebamos! Que a taça esteja cheia de poesia! Tolos são aqueles que não a bebem, desconhecem as belezas da vida, não experimentaram o gosto e o sentido das coisas, não navegaram a mansidão, não frutificaram palavras, não cantaram aos ventos, não amaram, não viveram.
Ah, poesia, dá-nos sabedoria para te encontrar, direção para te seguir, água para nos banhar, pão para nos alimentar. Deus criou tudo, o resto é por sua conta!
Publicado no Jornal Tribuna do Noroeste - 19/Setembro/2006

Última atualização em Sex, 06 de Março de 2015 11:57
 

Verso - Verdejando

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Última atualização em Ter, 13 de Janeiro de 2015 01:42
 

CANTOS MENSAGEIROS - Valber Meirelers

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Ontem, vi um passarinho aprisionado, de canto triste; sua “voz” queria me dizer alguma coisa. Palavras não saíam, mas o som era de tocar a alma. Parecia um apelo, um pedido. Talvez quisesse a sua liberdade de volta, quisesse realizar os seus sonhos, voar pelo infinito, amar, rodopiar no ar, viver a vida.
No fundo de minha alma senti que seu canto era mensageiro, ou seja, estava me mostrando uma mensagem. Seu som se transformava em palavras. Senti que eu deveria semear suas “palavras”, levá-las a todos, ensiná-las, multiplicá-las. Seu canto era verdadeiramente uma mensagem de amor e esperança, sonhos e fantasias, alegrias e prazeres... queria inundar de felicidade os corações de nossa gente; inundar de flores e canções.
O seu canto mensageiro tinha também um desejo: salvar os homens das mãos que destroem, que aniquilam, matam, roubam, infernizam, martirizam... libertar os homens das injustiças e maldades. Libertar os homens dos dragões!
Pobre mensageiro, estás aprisionado, teu canto é triste! Se não puderes levar teu canto para todos os lugares, eu o levo!

Sanhaço, canarinho
Sabiá laranjeira
Periquito amarelinho
De cantos mensageiros.
Coleirinho nas palmeiras
Sob a luz do Sol nascente
Faz versos, brincadeiras
E alegra nossa gente.
Mensageiros os seus cantos
Inundarão os corações
De açucenas, violetas
Salvando os homens dos dragões.

Eu e teus amigos ouviremos o teu canto e cantaremos tua canção de liberdade!!!

Última atualização em Seg, 12 de Janeiro de 2015 23:40
 

Poesias

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É momento sublime, cante...
Todo o Belo quer que tu sejas amante
E glorifique a vida com teu olhar.
Olhos cor da natureza viva que rebrilham,
E que suaves e ternos inspiram,
Revelando de teu dia, mistérios de luar.
Toda natureza é você
E a natureza me fascina
Tento embriagar-me em seus lábios
E esse contorno me alucina
Circulando em suas veias
Eu me perco na piscina.
Da natureza encantadora
Surgiste como poema.
Declamar-te-ei meus versos,
E serás minha inspiração, meu tema.
Eu luto
Contra o tempo
Contra o vento
Contra a hora...
Quero ser um passarinho
Livre para voar
Com canto tão afinado
Fascinado por te encantar.
Cadentes vozes que clamam justiça
Vêem que o direito não mais consola.
Consagradas vozes que repicam agudas
Não querem o povo suplicando esmola.
Quero ter alma de aprendiz de poeta,
Criar ideias novas é a minha meta,
Preciso fazer ressurgir por inteiro a emoção.
Quero com as palavras mudar o rumo da história
Levar a todos o sabor supremo da glória,
Encher-me de alegrias por um mundo irmão.
Aflora a ânsia de me banhar em enlevo,
Percorrer sutil todo o seu relevo
E amar num envolver de laço.
Deslizar sobre seu corpo sedento
Num espasmo infinito, lento...
Perpetuando febril em seu regaço.
Extraí o fruto da terra
E me alimentei de migalhas...
Senti o cair da chuva intensificando os mananciais
E pereci com sede...
Do meu ser
A essência não é mais a razão
Não vejo a ciência
Só sinto a emoção...
A poesia vive
Não sei
Nem crio
Sou um sem sentido
Em seu mundo mágico
Talvez não a sinta
Nem exista em mim
Mas eu existo nela.
Não sei se sei voar
Meu campo é imenso
Minhas asas pequeninas.
Sei que não sei voar
Minhas asas são imensas
O meu campo pequenino.
Aí sobrevoo a vida
E pouso na eternidade.
Quando deixas
Despencar de teus olhos
Lágrimas de felicidade
Eu as bebo
Como um sedento no deserto
E teus olhos
São o cálice inundado
De alegrias
Onde mato a minha sede.
Simplesmente,
Tudo de bom.
Calmamente,
Esse é o tom!

Um olho olha
Com um olhar disperso.
Enquanto a chuva molha
Componho um verso.
Última atualização em Sex, 06 de Março de 2015 12:08
 
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