POESIA

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Primeiro a palavra em estado normal, estática, imóvel, fria...
Depois significados diversos, sem significados...
Aquele algo que as vezes não sabemos explicar, mas sentimos,
Alguns nem sentem, sensibilidade adormecida ou morta,
Esconde-se detrás das palavras em mistérios e enigmas.
Homens tentam inventar sentimentos que não conseguem explicar
Tentam mostrar suas essências, sentimentos estranhos, dúbios,
Esses homens tentando encontrar a definição do amor,
Descobrir a razão das coisas, mas se prendem ao imaginário.
Imaginam um mundo novo, uma vida nova, assim criam imagens,
São campos, vales, mananciais, estrelas, lagos, rios e mares,
Sonhos, beijos, cabelos, olhos, olhar, sentimentos, prazeres,
Vida, estrada, trilha, canção, brisa, mulher, amor e flores...
Inventaram algo que não podemos definir, é pura essência
Algo imagístico, que retrata o belo, anseio, para alguns, seio...
O homem tenta, briga, brinca com as palavras, tenta dizer, falar, gritar;
E vai deixando rastros pela história.
A isso chamamos de poesia, essa busca interior,
Fazer com que o exterior seja esse eu-interior, repleto
Pois em cada ser há desejos, mar calmo e tempestades,
Há sangue, há olhares, vendavais, há nada e nada...
Luz e escuridão, quente e frio, vivo e morto, bem e mal,
Céu e inferno, eis a dúvida, eis o poeta buscando respostas,
Eis o poeta chorando e rindo, eis o poeta cantando,
Poesia não se explica, poesia se sente...
Publicado InformISEI - Jornal da Educação FAETEC Setembro de 2002

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